segunda-feira, 18 de julho de 2011

A sociedade invisível

“Sou uma pessoa como outra qualquer. Não sou um fantasma a perambular pelas ruas. Tenho sentimentos, sou feito de carne e osso. Mas me sinto um ser invisível, inútil para a minha família e para a sociedade, já que as pessoas recusam a me ver”. Esse é o sentimento de muitas pessoas que vivem nas ruas ou possuem profissões sem “status”.


Isso acontece principalmente com os moradores de rua, mas há também as pessoas que não moram na rua e convivem com isso diariamente, como os garis, lixeiros, porteiros, entre outras profissões consideradas “não dignas”, como algumas pessoas com o “rei na barriga” pensam.

Para muita gente, morar na rua é sinônimo de pessoas vagabundas, preguiçosas e que não querem trabalhar. Realmente existe esse tipo de pessoas, como existe em qualquer classe social, que se aproveitam da fragilidade do ser humano e passam a explora os sentimentos de dor e compaixão.

Infelizmente, o ser humano não leva em conta o que a pessoa é ou sente, apenas enxerga a sua função social, ou melhor, o “status” que ela representa perante a sociedade, o lugar que ocupa e vive. Muitos estão nas ruas por não conseguirem um emprego, por ser dependente químico ou alcoólatra, e os que conseguem um serviço sem o “status”, são marginalizados por um trabalho que executam dignamente.


Existe a possibilidade de mudar essa situação? Sim, basta que a sociedade mude seu jeito de olhar para as pessoas, como se eles fossem um lixo, algo desprezível. Pois, mesmo que as pessoas não digam, apenas um olhar de desprezo, de nojo, de reprovação, já dá para entender o que elas pensam.

3 comentários:

Giovanna disse...

bom Chicão essas pessoas são vitimas de 1 sistema de mts anos e décadas, desde a libertação dos escravos, pois eles foram libertos, mas não sabia faze outra coisa se não colher café, não deram uma orientação profissional e educacional pra eles simplesmente deixaram livres. hj acontece é esse educação precária q temos hj no Brasil e tbm esse facilidade q o governo da o peixe e não em ensina a pesca

Anônimo disse...

Acredito que o que falta realmente, são politicas publicas adequadas para essa sociedade que muitos acreditam ser invisivel,mais a verdade é que o que querem mesmo é fechar os olhos diante do que é tão claro e visivel.

Paula Marinho

Kate disse...

Nossa, super concordo! Acho que esse foi o melhor texto até agora, realmente acho que desprezar não ajuda, desprezar só faz com que o morador de rua se sinta ainda mais rebaixado. Seria legal se a sociedade acolhesse ao invés de julgar, esnobar.